Travel Things: London
Eu comecei esse texto há quase um ano atrás, após voltar de uma viagem à Londres para pesquisar no Arquivo Nacional britânico, com direito a uma esticada até Liverpool para o aniversário do Namorado, autor das fotos abaixo. Ele acabou esquecido (o texto), pelo menos até o Adriano me pedir algumas referências da cidade.
Imagino que quando uma pessoa pede dicas para conhecer melhor um lugar para onde está viajando, ela não saber do óbvio ululante. “Em Paris, visite a Torre Eiffel”. “Veja o Big Ben em Londres”. Qualquer roteiro beabá de primeiro dia inclui esses pontos turísticos.
Paris é linda, indiscutível, mas falta o peso da Grande Capital Européia. Such a girlie city, escutei de uma senhora bebendo ceva na nossa mesa num bar (o bar era o Cavern). Pra quem sai de Porto Alegre querendo ver uma cidade grande, pegar o comércio parisiense fechado aos domingos decepciona. Piora quando se paga 8 euros por 500ml de cerveja doce.
Com a cotação da libra e do dólar baixando, cruzar o Canal da Mancha ficou bem mais barato. Pra começo de conversa, a maioria dos museus são gratuitos. Pode-se entrar num pub diferente a cada esquina para fugir da chuva e do frio. E sinceramente, cumprir um roteiro de “pontos turísticos de interesse” só te afasta da parte legal de conhecer qualquer cidade.
Eu começaria as andanças pegando o metrô até a estação Westminster. Investir num Oyster card para os dias de passeio barateia os custos (altos) de transporte. A saída para o lado do rio Tâmisa oferece o melhor boas vindas à cidade – já fiz alguns testes em novatos, vai por mim. Subindo as escadas à direita, existe todo esse pedaço de terra para desbravar a pé:
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Soho, Covent Garden, Chinatown, Trafalgar Square, Houses of Parliament, Big Ben, London Eye, Piccadilly Circus, está tudo aí, nesses arredores. Dá para passear entre os prédios, gastando o english breakfast e se acostumando a olhar pro lado contrário na hora de atravessar a rua.

Café da manhã dos campeões
Na minha humilde opinião, os pubs mais interessantes ficam fora dessa área. Como pub = vida, exploramos alguns perto da Liverpool Street Station, que dizem terem sido freqüentados por Jack, o Estripador. O favorito-do-coração, porém, chama-se Edward’s, fica do outro lado da cidade, numa saída do metrô Hammersmith. Comida boa, barata e, considerando que escurece cedo essa época do ano, com um amplo horário para pedir ceva promocional. Aqui, um pint tem 568ml e em geral sai por menos de 3,50 libras. É também um bom lugar para se informar sobre a programação da cidade que não seja circuitão – a não ser que a proposta seja ver musicais da Broadway na Leicester Square. Na minha primeira viagem, consegui assistir à Royal Shakespeare Company em um pequeno teatro em Barbican. Na dúvida, te joga na Time Out, que até elaborou um guia de restaurantes em conta na cidade.

Qual seta aponta para a França?
Parte difícil é escolher quais museus e galerias visitar. Em geral, os separo nas categorias arte, ciência, história e “exóticos” (p.e., o museu do futebol, na Bombonera), alguns com subdivisões como ciência-suja, ciência-limpa, história-caco, arte-artê, arte-de-espartilho etc., e vou pelo mood do dia. Aqui tem uma lista bem abrangente, mas eu muito indicaria o gratuito British Museum com gregos, romanos, múmias e um cachorro quente gostoso na saída. Colocaram um vidro em volta da Pedra de Rosetta, impedindo historiadores emocionados (eu) de tentar lamber o monumento histórico. Devia ter uma réplica dela no Madame Tussaud pra gente poder tirar foto abraçado.

Filas para atravessar a rua
Para tirar uma foto igual a esta acima, dirija-se à estação St. John’s Wood, siga pela Groove End Road por algumas quadras até encontrar a Abbey Road à direita. Dinada.
Deve ser mais difícil ser abstêmio em Londres que vegetariano em Buenos Aires,mas a mesma lógica para encontrar pubs serve para descobrir sebos, feiras, praças, monumentos, lojinhas e, volta e meia, velhinhas simpáticas querendo conversar. Até hoje não consegui visitar Greenwich e a Tower of London porque sempre me perdi fazendo outra coisa no caminho. Então eu diria que a única dica válida é manter um guia básico na mochila para ter uma referência de onde começar.
Alguns links bacanas:
Viaje na Viagem inspirador
Lonely Planet, a bíblia
Site oficial com cheap entertainment
Filed under: Viajando, Zôoropa | 6 Comentários





Dedicado a mim!!
Que delícia ser o centro das atenções de um blog tão prestigiado!
Valeu por todas as dicas. Vou me esforçar pra cumprir ao máximo esse roteiro!
Beijão!!
“Por um 2010 com mais sol e menos internet!”
Ok, dois adendos. Sobre o café-da-manhã tradicional, vale primeiro experimentar primeiro o completo: ovos fritos, salsichas fritas, bacon frito, batatas fritas e FEIJÃO. Mas os ingleses servem feijões enlatados que são cozidos no molho de tomate, e que eu achei escroto – além do gosto ficar na boca por horas e horas. Então depois do primeiro teste obrigatório, é bom saber que é só pedir que eles fazem sem o tal feijão.
Pra quem acha nojento um prato só de frituras de manhã, é a coisa mais bem-vinda do mundo naquele clima, especialmente agora no inverno.
O Sherlock Holmes Museum é parada obrigatória pra quem é fã do detetive – e totalmente dispensável pra quem nunca leu nada dele. O endereço é o conhecido 221B de Baker Street, mas é bom saber que a numeração da rua está errada. Para quem seguir os números, ele não fica onde deveria estar o 221, fica logo depois do 340. Me perdi umas vezes por isso.
No caminho, vale olhar a vitrine de duas ou três lojinhas de memorabilia de rock’n roll que ficam na mesma rua, mesmo lado da calçada.
Mais um adendo então: encontrei esse link hoje
http://www.viajenaviagem.com/2009/09/onde-comer-bbb-em-londres/
E vale também passar pelo menos uma tarde andando a pé ao redor do Tâmisa, ali por perto da London Eye. Só para ver a FAUNA – seja local ou de turistas. A música de rua, as estátuas humanas, os caras vestidos de bailarina/policial londrino. É bem interessantem, diferente de tudo, e não custa nada.
Iei!!!
Isso fica melhor a cada hora!!
Os feijões não são tão maus quanto o Rodrigo afirma! Na verdade achei bem gostosos. Quem considerar o english breakfast muito pesado para o início do dia pode muito bem comer na hora do almoço. Boa pedida!