AF 477

09Jun09

Na segunda-feira da semana passada, dia 01°, estranhamos que um senhor perguntava repetidas vezes, em inglês, qual era o terminal da Air France no Charles de Gaulle para as pessoas que estavam no RER B, o trem expresso que leva até o aeroporto. Como assim, não consultou o bilhete? Foi um dia corrido: fizemos a mudança e entrega do apartamento pela manhã, almoçamos com os meus pais e corremos até a Cité U. para buscar as malas do Rodrigo, que embarcava aquela mesma noite. Era feriado [não perguntem qual, desisti de entender as datas francesas], eu estava sem internet e só fiquei sabendo do desaparecimento do avião da Air France quando voltei para casa. Aquele sujeito em busca de informações começou a fazer um pouco mais de sentido.

O dia seguinte foi dedicado a responder emails de familiares e amigos dos meus pais que sabiam que eles viajavam no final de semana. A proximidade com o acidente foi estranha.  Foi nesse vôo que a minha sogra chegou a Paris. Um casal de conhecidos trocou as passagens para uma data com tarifa mais barata, mas até então estavam com a reserva para o avião que sofreu o acidente.

Em meio às finais de Roland Garros, eleições do Parlamento europeu, comemorações dos 65 anos do “Dia D”, visita do Dalai Lama e dia das mães, as informações sobre o AF 477 vão desaparecendo na mídia francesa. Ontem, porém, um dos sindicatos ligados à aviação recomendou aos pilotos que não voassem nos Airbus modelos A330 e A340 até que os sensores sejam trocados.



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