Eiffel e as futuras torres
Ontem a Torre Eiffel fez aniversário. Para comemorar os 120 anos, uma pintura nova e uma exposição sobre a sua construção. E só. Como no último Ano Novo parisiense, não providenciaram nem uns foguinhos de artifício para marcar a data do ponto turístico mais visitado do mundo – e provavelmente, também o mais fotografado. Sem graça.

Eu amo essa foto do Marc Riboud, tirada durante um lifting que a Torre ganhou em 1953. Gosto de enxergá-la da janela de casa, do ônibus, usá-la como ponto de orientação na cidade, apesar de ter achado ela meio baixinha à primeira vista. Talvez por isso me incomode a visão da Tour Montparnasse, prédio grande demais, desajeitado demais, no meio dos telhados fofos e prédios haussemanios (pior palavra).
Há mais de trinta anos, a construção de prédios altos estava proibida na área intra-muros de Paris. No entanto, ao final do ano passado, o prefeito Bertrand Delanoë apresentou o Triangle, arranha-céu de 180 metros destinado ao parque de exposições Porte de Versailles, no 15ème arrondissement. O projeto é dos arquitetos suiços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, conhecidos pelo “Ninho de Pássaro”, estádio olímpico de Pequim, e a Tate Modern de Londres.
No mundo das notícias atualizadas, recentemente foram apresentados projetos para a reurbanização da “Grande Paris”, em exposição na Cité de l’architecture & du patrimoine. Segundo Sarkô, a prioritade é o transporte urbano e o governo planeja investir 35 bilhões de euros nessa área. Ou seja, da próxima vez que os amigos da Kimie* resolverem passar o Reveillón em Paris, não ficarão presos no metrô em pane junto com milhares de outras pessoas à meia-noite. Perderam o champagne, a comemoração no frio e a Torre Eiffel fazendo… hum, nada.
(*) Americana que conhecemos em Barcelona.
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