Pretinho básico
Nosso trabalho é arte, algo que tem de dar emoção para o nosso grupo (…). Na Fashion Week já tem muito negro costurando (…) por que têm de estar na passarela?
Glória Coelho, senhora feudal
Não quero entrar no debate sobre prós e contras das cotas para negros em universidades, já que o tema exige uma reflexão mais elaborada e eu não disponho de tempo nesse momento. Digo apenas que um dos principais argumentos a favor é a questão da visibilidade. Está circulando na internet o vídeo da apresentação de Susan Boyle no “Britain’s Got Talent”. Uma mulher feia, gorda, pobre e descuidada impressionou a todos com a voz fabulosa, límpida e firme, apesar do descrédito e das risadas iniciais (de sábado para cá, já surgiu até um fã-clube). Pois bem, boa parte dos negros no país são vistos dessa mesma maneira. O preconceito é de imagem, não de status social ou econômico. Essa discussão foi trazida à tona pelo Ministério Público ao propor o estabelecimento de um percentual mínimo de modelos negros no São Paulo Fashion Week. Entrevistada sobre a possibilidade, a Sra. Coelho acabou por fornecer um excelente material ilustrativo daquilo que as cotas querem combater.
Link para a matéria com a dita declaração na Folha de São Paulo aqui (exclusivo para assinantes).
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A Glória coelho já me dava nojo, agora desejo que ela se exploda.
Essa gente consegue se superar no que tem de pior…
Babe, indignações a parte, saudades de ti! beijocas!!!
Susan Boyle, o dia nem tinha começado pra mim, e meus olhos ainda sensíveis a luz fitaram aquela moça de 47 anos, que pareciam ser alguns mais, desempregada, sem namorado, de pé dizendo que ia cantar.A platéia riu debochada desdenhando de sua aparência, de sua idade maior do que a maioria dos calouros, pensavam que ela era só mais uma daquelas “freaks”, que é a palavra em inglês usada para humilhar as pessoas, para chamá-las de estranhas, de aberração, de anormais.É a miopia emocional humana que ao ver aquela moça simples soltou um murmúrio de incredulidade que percorreu friamente todo o auditório .Mas quando ela cantou “I dreamed a dream” do musical “Les miserables” todos ficaram arrebatados…e eu, eu chorava muito, porque vi ali tantas, tantas pessoas, sonhadoras, tantas mulheres que merecem amar e vencer…eu vi nela o símbolo verdadeiro do que é ser um ser humano…. quando estamos falando de arte, e de sobrevivência, o ser humano pode tudo.Meu Deus como eu chorava de soluçar. Ao fim da canção eu estava até meio fora de mim, ouvi o jurado dizendo “Quando você entrou aqui, todos riram; agora ninguém mais está rindo. Estamos todos impressionados”.
Há dez tem como companheiro apenas seu gato “Peebles”. Nunca teve namorado, não era socialmente aceita no colégio. Caçula de uma família de nove irmãos, Susan nasceu de um parto complicado em que sofreu falta de oxigenação, deixando-a com uma grave sequela: dificuldades de aprendizado. Por conta disso, tornou-se alvo de chacotas e brincadeiras maldosas de outras crianças quando frequentava a escola. Cresceu, envelheceu e teve na música o seu único alento na vida. Porém, com problemas de auto-estima, nunca apostou em seu talento natural. Inscreveu-se, enfim, para participar do programa dois anos após a morte de Bridget, sua mãe, em 2007. Ela era fã do programa e dizia que, se um dia Susan fizesse sua inscrição no reality show, seria vencedora. Disse Boyle: “Eu nunca acreditei que era boa o suficiente. Foi só após a morte de minha mãe que tomei coragem para fazer minha inscrição. Foram tempos difíceis, sofri de depressão e ansiedade. Mas após a escuridão vem a luz. Queria que minha mãe tivesse orgulho de mim, e a única maneira de fazer isso foi correndo o risco de participar do show”
Obrigado Deus por me dar um coração sensível, e um sentimento que me acompanha desde tempos imemoriáveis no espírito, nesse momento minha alma brilha, minha alma brilha, minha alma brilha……
bah.
bah.