C’est fini
Pois terminou a escritura da tese. Com o título “Nazismo d’além mar”, apresentarei minha pesquisa sobre o desenvolvimento do Partido Nazista no Rio Grande do Sul nas décadas de 1930 e 1940 em muito breve. Quanto ao blog, nada sei ainda. Acho ele gracinha demais para ser abandonado.
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Por favor
Não pergunte quando termino a minha tese.
Att,
A Direção
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Aperto
[uma pausa na diplomacia germano-americana]

Além de vir numa bolsinha cor de rosa, claro. Se a situação é trash, compensa a embalagem ser fofinha.
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Um ano atrás, parte II

Nada a ver comigo ou com Reims ou com a falta de champagne na região de Champagne. Cinco meses depois dessa foto, dois se viram ali por perto e ficaram todo abobados. Agora, um ano depois, eu vivo é com saudade (da boa, mas saudade mesmo assim).
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Um ano atrás
Inverno, Liverpool, Beatles & um aniversário. Só não sinto falta do nariz quebrado.
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Te amo, Berlusca
Saudade
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play me a song to set me free
Não sei se foi culpa do post abaixo, do calor com a casa desarrumada, da vontade de fugir da tese ou o fato do Namorado ter transformado o Le livre est sur la table em uma sucursal da Rússia-como-a-vemos-lá-de-casa. Desde ontem está dando aquela coceira que só passa ao colocar a mochilinha nas costas.
Daí eu encontro essa foto, voltando dos E.E.U.U. em abril de 2008, e fico pensando nessa música que não escuto há anos e por que mesmo eu nunca voltei à Escócia?
Ou talvez eu só esteja matando tempo enquanto um milagre se opera no meu banheiro para que eu não precise chamar o hidráulico amanhã. Humpf.
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Travel Things: London
Eu comecei esse texto há quase um ano atrás, após voltar de uma viagem à Londres para pesquisar no Arquivo Nacional britânico, com direito a uma esticada até Liverpool para o aniversário do Namorado, autor das fotos abaixo. Ele acabou esquecido (o texto), pelo menos até o Adriano me pedir algumas referências da cidade.
Imagino que quando uma pessoa pede dicas para conhecer melhor um lugar para onde está viajando, ela não saber do óbvio ululante. “Em Paris, visite a Torre Eiffel”. “Veja o Big Ben em Londres”. Qualquer roteiro beabá de primeiro dia inclui esses pontos turísticos.
Paris é linda, indiscutível, mas falta o peso da Grande Capital Européia. Such a girlie city, escutei de uma senhora bebendo ceva na nossa mesa num bar (o bar era o Cavern). Pra quem sai de Porto Alegre querendo ver uma cidade grande, pegar o comércio parisiense fechado aos domingos decepciona. Piora quando se paga 8 euros por 500ml de cerveja doce.
Com a cotação da libra e do dólar baixando, cruzar o Canal da Mancha ficou bem mais barato. Pra começo de conversa, a maioria dos museus são gratuitos. Pode-se entrar num pub diferente a cada esquina para fugir da chuva e do frio. E sinceramente, cumprir um roteiro de “pontos turísticos de interesse” só te afasta da parte legal de conhecer qualquer cidade.
Eu começaria as andanças pegando o metrô até a estação Westminster. Investir num Oyster card para os dias de passeio barateia os custos (altos) de transporte. A saída para o lado do rio Tâmisa oferece o melhor boas vindas à cidade – já fiz alguns testes em novatos, vai por mim. Subindo as escadas à direita, existe todo esse pedaço de terra para desbravar a pé:
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Soho, Covent Garden, Chinatown, Trafalgar Square, Houses of Parliament, Big Ben, London Eye, Piccadilly Circus, está tudo aí, nesses arredores. Dá para passear entre os prédios, gastando o english breakfast e se acostumando a olhar pro lado contrário na hora de atravessar a rua.

Café da manhã dos campeões
Na minha humilde opinião, os pubs mais interessantes ficam fora dessa área. Como pub = vida, exploramos alguns perto da Liverpool Street Station, que dizem terem sido freqüentados por Jack, o Estripador. O favorito-do-coração, porém, chama-se Edward’s, fica do outro lado da cidade, numa saída do metrô Hammersmith. Comida boa, barata e, considerando que escurece cedo essa época do ano, com um amplo horário para pedir ceva promocional. Aqui, um pint tem 568ml e em geral sai por menos de 3,50 libras. É também um bom lugar para se informar sobre a programação da cidade que não seja circuitão – a não ser que a proposta seja ver musicais da Broadway na Leicester Square. Na minha primeira viagem, consegui assistir à Royal Shakespeare Company em um pequeno teatro em Barbican. Na dúvida, te joga na Time Out, que até elaborou um guia de restaurantes em conta na cidade.

Qual seta aponta para a França?
Parte difícil é escolher quais museus e galerias visitar. Em geral, os separo nas categorias arte, ciência, história e “exóticos” (p.e., o museu do futebol, na Bombonera), alguns com subdivisões como ciência-suja, ciência-limpa, história-caco, arte-artê, arte-de-espartilho etc., e vou pelo mood do dia. Aqui tem uma lista bem abrangente, mas eu muito indicaria o gratuito British Museum com gregos, romanos, múmias e um cachorro quente gostoso na saída. Colocaram um vidro em volta da Pedra de Rosetta, impedindo historiadores emocionados (eu) de tentar lamber o monumento histórico. Devia ter uma réplica dela no Madame Tussaud pra gente poder tirar foto abraçado.

Filas para atravessar a rua
Para tirar uma foto igual a esta acima, dirija-se à estação St. John’s Wood, siga pela Groove End Road por algumas quadras até encontrar a Abbey Road à direita. Dinada.
Deve ser mais difícil ser abstêmio em Londres que vegetariano em Buenos Aires,mas a mesma lógica para encontrar pubs serve para descobrir sebos, feiras, praças, monumentos, lojinhas e, volta e meia, velhinhas simpáticas querendo conversar. Até hoje não consegui visitar Greenwich e a Tower of London porque sempre me perdi fazendo outra coisa no caminho. Então eu diria que a única dica válida é manter um guia básico na mochila para ter uma referência de onde começar.
Alguns links bacanas:
Viaje na Viagem inspirador
Lonely Planet, a bíblia
Site oficial com cheap entertainment
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1001 utilidades
Foi presentinho da Dani esse gel para pés e pernas cansadas da Granado. Adorei a repaginada da marca, com essa linha Pink-mulézinha, uns sabonetes vintages (a pessoa adora glicerina), embalagens retrôs e até um gloss sabor canela com cara de remédio. Olha isso:


Além de dar aquela refrescada relaxante nas pernas, que fica parecendo que passaram mentex na gente, esse produtinho tem um benefício adicional inesperado: espanta mosquitos! Tudo bem, não dá para passar no corpo inteiro, porque, acima do joelhos, o cheiro do gel já começa a incomodar os olhos (para um forte efeito refrescante, ora, por isso ninguém passa pasta de dente na cara a não ser para sacanear adolescentes). Mas considerando que as pernocas sempre serão as preferidas dos insetos, evitar o cheiro de repelentes e ainda melhorar a sensação nas pernas é ouro. Não sei qual o efeito colateral de passar o gel pós-mordida, mas pra quem já apelou para o álcool tentando aliviar a coceira, usar um simples creminho é lucro.
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Queijaria
Gostaria de publicamente me retratar a respeito do queijo minas. Mãe (é, minha mãe lê o meu blog), ele não é tão sem gosto, borrachento e sem graça quanto passei a minha adolescência proclamando. Admito que bons queijos não precisam feder nem pingar gordura. Comecei a mudar de postura quando vi que o minas frescal era classificado como “semi-gordo”, o que encaixava bem na minha semi-dieta de pessoa semi-redonda. Ou pode ser efeito dos 30. Quem sabe eu também passo a gostar de ricota depois dos 40?
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